Como poupar na eletricidade
10 conselhos para poupar energia em casa de forma fácil.
A fatura da eletricidade tem sido uma preocupação crescente para muitas famílias portuguesas. Com a subida dos preços ao longo da última década, encontrar formas de poupar energia tornou-se essencial em casa.
Sabia que a iluminação representa cerca de 25% do consumo energético doméstico? Uma forma simples de reduzir os seus custos é optar por lâmpadas mais eficientes, ou seja, que produzam a mesma quantidade de luz com menos eletricidade.
Atualmente, as duas opções mais acessíveis são as lâmpadas LED e as de baixo consumo. No entanto, apesar da comercialização de lâmpadas incandescentes e halogéneas estar proibida desde 2012 e 2018, respetivamente, ainda há quem hesite em mudar para o LED.
Fica então a questão: as lâmpadas LED são mesmo uma alternativa eficiente? Neste artigo, comparamos os dois tipos de lâmpadas e mostramos quanto pode poupar ao fazer a mudança.LED?
As lâmpadas LED são lâmpadas energeticamente eficientes com uma longa vida útil. Segundo os seus criadores, podem durar até 100.000 horas, em comparação com as 1.000 horas das lâmpadas incandescentes e as 10.000 horas das lâmpadas fluorescentes.
As lâmpadas LED são conhecidas pela elevada eficiência energética e longa durabilidade. Podem durar até 100.000 horas, muito acima das 1000 horas das incandescentes ou das 10.000 horas das fluorescentes.
A base da tecnologia LED são os díodos emissores de eletricidade (LED: Light Emitting Diode). Um díodo é um componente semicondutor por onde a eletricidade circula num único sentido. Ao passar, os eletrões libertam energia sob a forma de eletricidade.
Importa saber que um único LED não produz luz suficiente para substituir uma lâmpada convencional. Por isso, as lâmpadas LED incluem vários díodos ligados em série.
Para alcançar a sua elevada eficiência, estas lâmpadas recorrem a componentes mais sofisticados do que os modelos tradicionais, como:
Apresentamos de seguida alguns dos principais benefícios deste tipo de lâmpadas:
O primeiro LED foi desenvolvido em 1927 pelo cientista russo Oleg Vladimirovich Lósev, mas a descoberta só viria a ganhar expressão comercial várias décadas depois. Em 1962, surgiu a primeira versão utilizável, embora limitada à emissão de luz vermelha.
O verdadeiro ponto de viragem deu-se com a criação da lâmpada LED moderna, fruto do trabalho dos cientistas japoneses Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura. Pelo seu contributo, receberam o Prémio Nobel da Física em 2014, tendo sido reconhecidos pela criação de “uma nova fonte de luz eficiente do ponto de vista energético e amiga do ambiente”.
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A DECO classifica como lâmpadas de baixo consumo tanto as LED como as fluorescentes compactas. As lâmpadas halogéneas e incandescentes, por seu turno, são tecnologicamente distintas e consideravelmente menos eficientes, tendo deixado de ser recomendadas para uso doméstico.
Veja as principais diferenças entre as lâmpadas LED e as fluorescentes compactas:
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As lâmpadas LED não se apagam de forma súbita. Em vez disso, a sua luminosidade diminui progressivamente até atingir 70% da intensidade original, o que marca o fim da sua vida útil.
Este ponto é geralmente atingido entre 30.000 e 50.000 horas de utilização, dependendo do modelo e do fabricante. Importa ainda considerar fatores como o número de vezes que é ligada e desligada, que também influenciam a durabilidade.
Quanto consome uma lâmpada LED?
Segundo a DECO, as lâmpadas LED consomem entre 3 e 12 W — um valor significativamente inferior ao de outras opções de baixo consumo:
Tendo em conta a sua elevada eficiência energética, as lâmpadas LED são claramente as mais indicadas para reduzir o consumo de eletricidade.
Para esclarecer todas as dúvidas, apresentamos de seguida uma comparação entre três tipos de lâmpadas, calculando quanto representa o uso de cada uma na fatura da eletricidade.
Comparação das lâmpadas LED com as lâmpadas economizadoras de energia e incandescentes
Descrição | Lâmpada incandescente | Lâmpada economizadora de energia | Lâmpada LED |
Vida útil total (em horas) | 1.000 | 10.000 | 25.000 |
Consumo de energia | 60 W | 12 W | 6 W |
Vida útil (utilização 4 h/dia) | 1 ano | 10 anos | 30,4 anos |
Consumo de eletricidade por lâmpada/ano* | 14,71 € | 2,94 € | 1,47 € |
Consumo de eletricidade por residência/ano | 338,34 € | 67, 63 € | 33,81 € |
* Cálculo baseado no preço atual da eletricidade na Tarifa Fácil da Plenitude (0,168018 €/kWh ). Uma tarifa simples, com preço fixo, que permite saber sempre quanto vai pagar.
** Estimativa feita com base nas 23 lâmpadas que, segundo dados do Instituto para a Diversificação e Poupança de Energia, existem em média num lar português.
A principal razão que leva muitas pessoas a hesitarem na mudança para LED é o preço inicial, geralmente superior ao das lâmpadas de baixo consumo. No entanto, como demonstrado acima, o investimento compensa claramente, não só pela poupança energética como pela longa durabilidade.
Se ainda tiver lâmpadas de baixo consumo em casa, o ideal será utilizá-las até ao fim da sua vida útil. Dessa forma, poderá substituí-las gradualmente por LED, sem necessidade de um grande investimento inicial.
Com lâmpadas LED e pequenas alterações nos seus hábitos, é possível otimizar a iluminação da casa e reduzir o consumo de eletricidade, sem abdicar de conforto. Veja estas dicas:
Gostaria de reduzir o seu consumo energético?
Mude para esta nova tecnologia, descrita pelos seus criadores como “uma nova luz para iluminar o mundo”. Com o tempo, notará como as lâmpadas LED o ajudam a poupar na fatura de eletricidade.
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