A mudança de hora em 2026, em Portugal, acontece na madrugada de 25 de outubro, momento em que é - literalmente – hora de atrasar o relógio uma hora. Isto significa que às 02:00h da manhã passarão a ser 01:00h, se estiver em Portugal continental e na Madeira.
Já nos Açores, a mudança para o horário de inverno ocorre à 01:00h, momento em que os relógios devem ser atrasados para a meia-noite.
Isto significa que, independentemente do local onde estiver, dormirá sempre mais uma hora, embora, em troca, os dias fiquem mais curtos.
Quando mudará a hora novamente?
O horário de verão voltará, depois, em 2027, na madrugada de 28 de março, repetindo-se o processo de adiantar 1 hora:
Em Portugal Continental e Madeira: à 01:00h da manhã passarão a ser 02:00h;
Nos Açores: às 00:00h adianta-se o relógio para a 01:00h.
É um pequeno gesto que se repete todos os anos, e que, sempre que é feito, levanta a questão: será que a mudança de hora ajuda a poupar energia em casa?
Neste artigo, explicamos-lhe o efeito que tem o novo horário de inverno na sua fatura de eletricidade e como pode aproveitar para reduzir o seu consumo.
Quando muda a hora em Portugal, ano após ano?
A mudança de hora em Portugal acontece duas vezes por ano:
- No último domingo de março, que dá início ao horário de verão, adianta-se uma hora.
- No último domingo de outubro, que marca o começo do horário de inverno, atrasa-se uma hora.
Esta medida aplica-se em todos os países da União Europeia (Diretiva 2000/84/EC) com o objetivo de se poder adaptar melhor as diversas atividades às horas de luz solar. Por sua vez, a aplicação legal em Portugal faz-se por via do Decreto-Lei nº17/96.
Como saber se deve adiantar ou atrasar o relógio?
O truque dos dois M talvez ajude a memorizar:
- Na primavera, em MARÇO, adianta-se uma hora e, como tal, dormimos MENOS uma hora nessa noite.
- No outono, em outubro, atrasa-se uma hora e, como tal, dormimos mais uma hora nessa noite.
Mas, afinal, porque se muda a hora?
A mudança da hora acontece oficialmente em Portugal desde a Primeira República, em 1916, e foi instaurada com o objetivo de poupar energia.
Após esta data, a mudança de hora foi acontecendo de forma irregular, tendo mesmo, durante 10 anos, sido adotada a hora de verão de forma ininterrupta.
Depois de mais alguns anos sem regra definida, em 1996, em alinhamento com a União Europeia, ficou determinado que seriam adotados os dois horários – verão e inverno – obrigando, desta forma, a um acerto de relógios, duas vezes ao ano.
E, qual é a conclusão: a mudança de hora permite, de facto, poupar energia?
Com o passar dos tempos, o debate sobre a utilidade real de ter dois horários tem crescido: e, se por um lado, há estimativas que indicam uma poupança efetiva; por outro, também há dados sobre a mudança dos hábitos de consumo e da eficiência energética, que sugerem que, hoje, o impacto pode ser bem menor do que era há décadas.
Não havendo, portanto, uma resposta conclusiva em relação ao assunto, é preciso ter em conta que a poupança não acontece simplesmente por se mudar a posição dos ponteiros do relógio.
Aliás, ter menos tempo de luz natural pode contribuir para aumentar o consumo, por isso, o verdadeiro impacto depende da forma como cada pessoa consome energia, e se adota, ou não, hábitos de consumo responsáveis e eficientes.