Radiadores elétricos de baixo consumo: Valerá a pena o investimento?

04 dezembro 2025

 

Com a chegada do inverno, volta, também, a necessidade de recorrer a soluções de aquecimento para climatizar a sua casa e combater o frio. Nesta época, o consumo energético dispara e com ele também o aumento da fatura da eletricidade ou do gás.

Na verdade, segundo um Inquérito ao Consumo de Energia no Setor Doméstico, de 2020, realizado pelo INE e pela Direção-Geral de Energia e Geologia, do total da energia gasta em casa, 19,1% é destinada pelos portugueses ao aquecimento.

Perante este número, é normal tentar encontrar formas de poupar na sua fatura, sem renunciar ao conforto. E os radiadores elétricos de baixo consumo parecem ser uma boa opção para conseguir um gasto de energia mais eficiente.

Mas, será que o seu uso se traduz realmente em poupança? Neste artigo responderemos a esta pergunta e analisaremos as diversas opções de aquecimento eficiente para que possa escolher a que lhe melhor se adapta à sua vida.

 

O que são radiadores de baixo consumo?

São aparelhos de aquecimento que armazenam calor e o vão libertando de forma gradual. A sua capacidade de reter e libertar calor, mesmo depois de desligados, foi o que lhes valeu o nome de ‘radiadores de baixo consumo’.

Regra geral, dispõem de um painel de controlo que permite programar a temperatura ideal a cada momento. E, ao atingi-la o radiador desliga-se. Desta forma, reduz-se o seu tempo de funcionamento, dando lugar a maior poupança energética.

Reduzir o seu consumo é, assim, o primeiro passo para poupar na fatura de eletricidade. Mas sabia que pode reduzir ainda mais o seu gasto de eletricidade se contratar a nossa Tarifa Fácil? Afinal, oferecemos-lhe uma tarifa com preço fixo durante 12 meses, e sem aumentos, incluindo nos meses de inverno!

 

Como se distingue um radiador de baixo consumo dos outros radiadores elétricos?

A principal diferença entre estes dois tipos de radiadores é a elevada inércia térmica dos de baixo consumo. Estes são capazes de reter e libertar calor horas depois de terem sido desligados. Em contrapartida, necessitam de mais tempo para atingir uma temperatura quente e confortável.

Por sua vez, um radiador convencional permite aquecer o ambiente com maior rapidez.

 

Quanto consome um radiador de baixo consumo?

O consumo deste tipo de radiadores depende da potência do modelo que escolher, mas, em média consomem entre de 600 a 1.200 watts.

No entanto, o mais importante para garantir o conforto térmico, sem que a sua fatura de eletricidade dispare, é adequar a potência à dimensão do espaço a aquecer. A título de exemplo, podemos dizer que cada m2 requer cerca de 90-100 watts. Isto significa que uma sala de 12 m2 ficaria aquecida com uma potência de cerca de 1.000-1.200 W.

 

Mas, comecemos pelo princípio: que tipos de radiadores existem?

Com tanta oferta no mercado, escolher um sistema de aquecimento ideal para a sua casa não é tarefa fácil. Para tentar ajudar, em seguida, damos-lhe algumas pistas sobre os tipos de radiadores mais comuns:

 

Radiadores de alumínio

O alumínio tem uma inércia térmica baixa. Isto significa que os radiadores fabricados com este material aquecem rapidamente, mas não têm a capacidade de manter a temperatura quando se desliga o aparelho. O lado positivo? São de baixo custo e de fácil instalação. Além disso, o alumínio é um material 100% reciclável.

Radiadores de água

Este sistema de aquecimento, que tem como fonte de energia o gás natural. A caldeira aquece a água, bombeando-a através de um circuito fechado de tubos, que termina nos radiadores, e estes são, assim, aquecidos pela temperatura da água.

Para controlar o seu consumo, recomenda-se a instalação de um termóstato regulável, em cada radiador. Para isso, só precisará de substituir a válvula, que abre e fecha o fluxo de água, por outra que sirva para ajustar a temperatura de cada divisão, de acordo com a sua área e utilização.

Radiadores elétricos

Estes radiadores são de uso frequente devido à facilidade da sua utilização: só tem de os ligar a uma tomada elétrica. Eis os três tipos mais comuns:

  • Secos

Funcionam com resistências de alumínio, um material que demora pouco a aquecer, mas que perde calor rapidamente quando se desliga o aparelho.

  • De fluidos

No seu interior circula um líquido térmico que aquece de forma uniforme o radiador. Os mais conhecidos são os de calor azul, que funcionam com um óleo de transferência de calor chamado "Blue Sun" e que são considerados de baixo consumo.

  • Cerâmicos

São feitos de um elemento cerâmico com alta inércia térmica, que lhes permite continuar a emitir calor por até 4 horas após serem desligados. Ainda que sejam mais eficientes, têm um preço superior ao dos radiadores secos e de fluidos.

 

Radiadores de baixa temperatura

Estes radiadores estão desenhados para funcionar a uma temperatura inferior à dos tradicionais. Bastam 35-45ºC para que funcionem a 100%, em comparação com os 75ºC que requer um radiador tradicional.

Isto permite uma poupança na energia usada pela caldeira para aquecer a água, bem como na fatura do gás.

Mas tenha em conta o seguinte: instalar radiadores de baixa temperatura não reduzirá seu consumo de energia, se sua caldeira não for eficiente.

 

Então, que tipo de radiador é mais eficiente?

Chegou a hora de decidir qual a melhor opção para economizar energia, sem abrir mão do conforto do seu lar.

Se já tem radiadores de água tradicionais, pode aumentar a sua eficiência instalando válvulas termostáticas. Esta é uma solução simples que impede que o radiador aqueça acima de uma temperatura pré-determinada.

Quanto aos materiais, lembre-se de que o alumínio é um excelente condutor de calor. Isto significa que os radiadores fabricados com este material aquecem em pouco tempo, consumindo menos energia até chegar à temperatura ideal.

Contudo, em termos energéticos, os radiadores de baixa temperatura são os mais eficientes. Como o próprio nome indica, eles operam a uma temperatura mais baixa do que os radiadores tradicionais, resultando em economia de energia e água.

Sem esquecer uma vantagem adicional: são compatíveis com sistemas de aquecimento que usam energias renováveis, como a biomassa, a energia solar ou as bombas de calor (aerotermia). Desta forma, além de permitirem poupança, estes equipamentos ainda cuidam do ambiente.

 

Vale a pena comprar um radiador elétrico de baixo consumo?

Numa perspetiva de longo prazo, sim, vale a pena. Afinal, um radiador de baixo consumo apenas gasta entre os 600 e os 1.200 watts, ao passo que os radiadores elétricos convencionais oscilam entre os 2.000 e os 2.500 watts. Uma diferença significativa que se fará notar na sua fatura de eletricidade.

Preocupa-o que a sua fatura aumente por usar o seu radiador elétrico durante o horário de ponta da eletricidade? Mude para a nossa Tarifa Fácil, que com um preço fixo 24 horas por dia, durante 12 meses, lhe permite esquecer os horários especiais e os aumentos, até nos meses de inverno!

Como vimos, existem muitos tipos de radiadores além dos elétricos. Assim, em seguida, apresentamos-lhe um comparativo entre consumos e características das diferentes opções.

 

O que consome menos: um radiador a óleo ou um radiador elétrico de baixo consumo?

RADIADOR DE BAIXO CONSUMO (CALOR AZUL)

RADIADOR A ÓLEO

Fonte de energia: eletricidade

Fonte de energia: eletricidade

Eficiência 100%: 1 kW de energia térmica por cada kW de energia elétrica consumido

Eficiência 100%: 1 kW de energia térmica por cada kW de energia elétrica consumido

Preço mais elevado

Preço mais económico

Não requer instalação profissional

Não requer instalação profissional

Alta inércia térmica

Baixa inércia térmica

 

 

Radiadores elétricos de baixo consumo ou radiadores de baixa temperatura?

 

RADIADOR DE BAIXO CONSUMO

RADIADOR DE BAIXA TEMPERATURA

Fonte de energia: eletricidade

Fonte de energia: gás natural

Eficiência 100%: 1 kW de energia térmica por cada kW de energia elétrica consumido

Consome menos energia devido à temperatura da água (35ºC)

Alta inércia térmica

Baixa inércia térmica

Sem instalação profissional

Requer instalação profissional

Preço mais económico

Preço mais elevado

 

 

Os melhores radiadores elétricos de baixo consumo

Recomendamos-lhe três modelos de radiadores elétricos que se encontram entre os mais eficientes do mercado. Conheça em seguida as suas principais características.

 

Cecotec Ready Warm 800 Thermal Connected

  • 600 W de potência.
  • Radiador a óleo.
  • 3 posições: dia, noite e sem gelo.
  • Termóstato regulável
  • Temporizador para programação 24 horas, 7 dias por semana.
  • Comando à distância
  • Proteção contra o sobreaquecimento.

  

Orbegozo RRE 810 A.

  • 800 W de potência.
  • Radiador de calor seco.
  • 3 funções: económico, conforto e antigelo
  • Termóstato regulável.
  • Temporizador para fixar o horário de ligar e desligar, assim como a temperatura para toda a semana.
  • Comando à distância.
  • Sistema Real Warm Elements que permite que o fluxo de ar quente se distribua para manter um nível de temperatura constante e confortável.

  

Aigostar Pangpang 33IEJ

  • 3 níveis de potência à escolha: 1.000 W, 1.300 W e 2.300 W.
  • Radiador a óleo.
  • Termóstato regulável.
  • Aquece espaços até 24 m2.
  • Proteção anti-roll e contra o sobreaquecimento.

 

Alternativas ao radiador de baixo consumo

Na Plenitude temos um forte compromisso com a sustentabilidade. Por isso, apresentamos-lhe três formas de energias renováveis com que poderá aumentar a sua eficiência energética, enquanto reduz as emissões de CO2 de sua casa.

  • Painéis solares

Tendo em conta a quantidade de horas de sol ao ano de que desfrutamos em Portugal, não é de estranhar que o autoconsumo fotovoltaico seja uma prática cada vez mais disseminada no nosso país.

Para aquecer a sua casa com a energia que produz, pode usar radiadores solares ou instalar um piso radiante. Desta forma, conseguirá poupar até 70% nas suas faturas energéticas.

  • Aerotermia (bombas de calor)

Esta energia obtém-se ao extrair, com uma bomba de calor, o calor do ar. Tem uma eficiência energética de 400%, o que é o mesmo que dizer que gera 4 kWh de calor por cada quilowatt de energia que consome.

O seu preço de instalação é elevado. No entanto, este sistema consome 41% menos do que uma caldeira e cerca de 77% menos do que eletricidade, o que significa que em menos de dez anos terá recuperado o seu investimento graças à poupança que verá nas suas faturas.

  • Geotermia

Segundo um estudo publicado pela Direção-Geral de Energia e Geologia, de 2025, esta energia, proveniente do calor solar acumulado no interior da Terra, é considerada como a tecnologia de climatização de edifícios mais eficiente e menos poluente.

Estima-se que o seu uso proporciona uma poupança de energia de até 70% quando é usada para aquecimento e de até 50% quando é usada para refrigeração.

 

Quer reduzir o consumo dos seus radiadores?

Siga as boas práticas.

Siga estes cinco conselhos e controle o seu consumo energético:

  • Programe os seus radiadores configurando o ligar e desligar apenas para quando necessite.
  • Ajuste a temperatura seguindo as recomendações da Adene.
  • Instale os radiadores longe das entradas de ar para evitar perdas de calor.
  • Evite cobrir os radiadores de forma a favorecer a mistura de calor com o ar ambiente.
  • Escolha uma tarifa de eletricidade ou gás que esteja de acordo com os seus hábitos de consumo.

 

Ainda tem dúvidas sobre a tarifa de energia que melhor se adapta ao seu consumo energético? Ligue-nos gratuitamente ou deixe-nos o seu contacto e teremos muito gosto em esclarecer todas as suas perguntas, sem nenhum compromisso.

Se preferir, responda a um breve questionário e faremos da comparação das diferentes opções de fornecimento de energia, de forma que lhe possamos recomendar-lhe a solução que melhor responde ao seu perfil.

Passe um inverno com mais conforto em casa. E também na fatura!

Fale connosco hoje mesmo. 

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